Bem vindos

Esse blog tem como finalidade a exposição de informações relativas, principalmente, a gestão de empresas de saúde, oftalmologia e o mercado de saúde.
Grande abraço.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Novartis compra fatia remanescente na Alcon por US$ 12,9 bilhões

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Controlador da Amil compra Samaritano do Rio por R$ 180 milhões

SÃO PAULO – O Hospital de Clínicas de Niterói (HCN) - pertencente a Edson Bueno, controlador da Amil – firmou um memorando de entendimentos para compra do Hospital Samaritano, do Rio de Janeiro, por R$ 180 milhões.

O negócio, que ainda está sujeito aos resultados de uma auditoria no Samaritano, será pago em seis parcelas, sendo a primeira, de R$ 47 milhões, na data de assinatura do contrato definitivo; R$ 43 milhões em 10 de julho de 2011 e o restante em quatro parcelas iguais e semestrais, sendo a primeira em 10 de janeiro de 2012.

O acordo prevê ainda que o HCN assumirá dívidas do Samaritano até o limite de R$ 5 milhões. A auditoria, que terá caráter suspensivo do negócio, deve ser concluída em 90 dias.

Segundo o comunicado da Amil, a empresa tem direito de preferência de compra do Samaritano, decisão que será avaliada por seu Conselho de Administração após a conclusão da auditoria.

O Samaritano fica na zona Sul do Rio, possui 93 leitos e é considerado o melhor hospital da cidade e um dos melhores do Brasil, destaca a Amil. A receita anual do Samaritano é da ordem de R$ 210 milhões.

Téo Takar | Valor

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CNS e CMED

A CNS, em virtude do COMUNICADO Nº 10, DE 20 DE OUTUBRO DE 2010, expedido pela Secretaria-Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED que revigora o texto da Resolução CMED nº 3, de 4 de maio de 2009, vem esclarecer como segue:

01. Como já é conhecido, o departamento jurídico da CNS ingressou, no final do ano de 2009, com demanda judicial visando à suspensão dos efeitos da Resolução nº 03 da CMED, que proíbe APENAS a edição de listas contendo o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) para medicamentos de uso restrito a hospitais e clínicas.

02. A União, agora, conseguiu efeito suspensivo desta liminar junto ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região, Distrito Federal, e a CNS buscará o imediato julgamento da causa que, certamente, renovará as conclusões referente à tese apresentada, com julgamento procedente.

03. A Resolução 03, citada anteriormente, em nenhum momento proíbe a utilização de preço máximo ao consumidor (PMC), mas apenas a sua publicação, sendo que o PMC continua existindo, e pode ser encontrado no site da própria ANVISA.

04. A CNS volta a esclarecer que o denominado PMC sempre fez parte do BRASÍNDICE e do SIMPRO, que são guias farmacêuticos indicadores de pesquisa de preços de medicamentos e soluções parentais. Esta referência faz parte da remuneração para contratação de serviços médico-hospitalares, atuando expressamente sobre a maioria dos contratos entre operadoras e prestadores.

05. Vale reiterar que a questão quanto ao mérito permanece sob judice, e permanece afastada, neste momento, mudanças na relação contratual com base na norma. Assim, não há motivação para que seja modificada a prática do mercado, ou nos contratos vigentes, com a garantia constitucional de que lei nova não afetará o ato jurídico perfeito, e até porque, em nenhum momento a questionada Resolução faz referência a hospitais e clínicas, o que assegura a continuidade da pratica atual pelo princípio constitucional da legalidade.

Atenciosamente,

Alexandre Venzon Zanetti
Assessor Jurídico da CNS

Fonte: CNS - Confederação Nacional de Saúde

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A meta é o reajuste anual dos honorários

A garantia do reajuste anual e a luta pela adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) atualizada como referência mínima do trabalho médico são defendidas pela Comissão de Saúde Suplementar (COMSU). “O movimento médico utiliza o valor da CBHPM como referência. Apesar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a justiça está reconhecendo isso”, apontou o Aloísio Tibiriçá.

Segundo o conselheiro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) precisa assumir seu papel legítimo de espaço de regulação entre empresas, profissionais e a população. “A defasagem nos honorários, as restrições de atendimento, os descredenciamentos unilaterais, os “pacotes” com valores prefixados e a baixa remuneração trazem insegurança e desqualificam o atendimento”.

Os médicos já sinalizaram que a situação é insustentável. No início do ano, a entidade passou a integrar um grupo de trabalho da ANS para debater o assunto. “Os médicos estão deliberando suas formas de mobilização em relação a remuneração do setor”, informa Tibiriçá.

Fonte: CFM
19/11/2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Odebrecht pode ficar com o Hospital Aliança

Referência hospitalar na Bahia, o Hospital Aliança vem sendo alvo de entendimento entre o presidente do Grupo Aliança, o empresário Paulo Sérgio Freire de Carvalho e o presidente do Conselho Deliberativo da holding Odebrecht, Emílio Odebrecht.

As conversas vêm sendo pautadas, há mais de 4 meses, e estão tomando corpo final para a concretização do que viria a ser o maior negócio nesse segmento na Bahia.

O Hospital Aliança reúne em um único local, uma equipe de alta qualificação, a tecnologia dos mais modernos equipamentos, e conhecido pelo excelente padrão de atendimento e funcionalidade. O Jornal Bahia Negócios online dá conta de que O valor da negociação entre os dois grupos estaria em torno de R$ 250 milhões. A Odebrecht além de ficar com todo o complexo hospitalar também tomaria posse do terreno de 250.000 m².

A empresa já tem experiência de administração hospitalar, porque ajudou a montar a Fundação José Silveira, responsável pelo Hospital Santo Amo, antigo Ibit.

No acordo costurado entre os dois empresários, diz o jornal, a Odebrecht se compromete a manter em funcionamento o Hospital, que seria administrado por um grupo médico canadense.

É bom lembrar que o Aliança se tornou um padrão hospitalar e conta com serviços de auxílio diagnóstico com as tecnologias mais inovadoras e avançadas, além de laboratórios de Patologia Clínica e Anatomia Patológica, Hemoterapia, Emergência Adulto e Pediátrica e Diagnóstico por Imagem

O Bahia Negócios online menciona ainda que o terreno ao lado abrigará um projeto imobiliário classe A, semelhante ao Vale do Loire, também da Odebrecht, que fica em frente ao HA.

Representantes da Odebrecht já estão no HA levantando informações sobre o funcionamento da maternidade, radiologia, pronto atendimento de emergência, pronto atendimento pediátrico e a torre exclusiva para consultórios médicos.

A negociação envolveria muito mais o interesse social de Paulo Sérgio Tourinho na continuação do Hospital Aliança, que praticamente entra no pacote sem o seu valor verdadeiro computado, bastando dizer que lá está o maior acervo do artista plástico Francisco Brennand fora do seu atelier em Recife.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2: a elite da podridão

Que qualquer sistema é passível de corrupção, todos concordam. Mas como combater esse mal se aqueles que pensam diferente são vetados pelos influenciadores mau caráter?

Resolvi assistir Tropa de Elite 2 e saí com algumas questões na cabeça, principalmente comparando o sistema público às empresas privadas. Será que a banda podre que influencia negativamente está relegada apenas ao ESTADO (como sentido amplo).

Que qualquer sistema é passível de corrupção, todos concordam. Mas como combater esse mal se aqueles que pensam diferente são vetados pelos influenciadores mau caráter? É possível acabar com esse status intocável de que todo poder corrompe?

Vi no CORONEL NASCIMENTO (outrora CAPITÃO), uma espécie de atitude que todos nós, gestores ou não, gostaríamos (ou teríamos) que ter perante os fatos. Não se esconder, não se omitir e partir para cima do problema com todas as forças. Porém, isso dá trabalho, gasta muita energia e pode ser extremamente perigoso. Daí então é mais cômodo ficar apenas observando e tentando sobreviver à dura realidade.


Cultura e Atitude: palavras que podem mudar um ambiente. É preciso fazer com que as pessoas pensem da forma correta a partir de exemplos e espalhar a cultura do certo. E mais do que isso, é preciso muito atitude por meio de líderes que façam acontecer para que tudo caminhe para o rumo correto. Isso é algo raro nos dias de hoje. Desligar o botão pode custar seu emprego, sua saúde, seus contatos.


A máquina pública influenciou a iniciativa privada ou ao contrário? Realmente é impossível datar tais fatos com precisão. O que temos que pensar é no presente e como vamos mudar essas atitudes. Pode parecer um pouco de SOBERBA da minha parte, mas tenho uma visão clara (apesar das fatias podres nos dois sistemas): A iniciativa privada anda a passos largos, enquanto a pública, engatinha.


Isso se deve ao fato da máquina estatal sempre privilegiar grupos restritos, que já tem a cultura do errado entranhado em suas câmaras e plenários. Por sua vez, a privada, por mais que visse interesses puramente econômicos, ajuda a manter índices de desenvolvimento e ajudar iniciativas sociais (muitas vezes apenas para parecer bonzinho, porém esse papel é do ESTADO).


Em suma, NASCIMENTO é um líder sem pudores, capaz de fazer acontecer. Uma pena que a realidade nos mostre que figuras raras (e fictícias) como esta estejam tão longe das nossas visas. Quando todos pensarem como CAVEIRAS, quem sabe possamos pensar em ter um futuro com igualdade social e paz.


Eles fazem o que todos queremos, mas não temos coragem para tal. No dia que tivermos, tudo mudará e o medo passará para o lado de lá, onde estão os corruptos, bandidos e todo o resto da corja. Chegará o dia que eles terão que nos temer e tenho dito.

Bruno Coelho - Gerente de Marketing da AGIS, uma das principais distribuidoras de TI e Telecom do país.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Quem Matou o Sistema de Saúde?"

por Verena Souza

04/11/2010
Líderes do setor debateram o livro da economista da Harvard Regina Herzlinger que faz críticas contundentes ao sistema americano de saúde

Com um título original agressivo: Who Killed Health Care? ("Quem Matou o Sistema de Saúde?", na sigla em inglês), o livro, de autoria da economista e professora de Harvard Regina Herzlinger, é repleto de críticas à estrutura de saúde americana. A obra, no mínimo, pode ser considerada polêmica. Dessa forma, a IT Mídia promoveu um debate, nesta quinta-feira (04), em São Paulo, entre quatro líderes do setor de saúde brasileiro para abordar as questões levantadas na obra.

De acordo com os participantes da discussão, a publicação questiona inúmeros aspectos importantes sobre o mercado de saúde. No entanto, todos concordaram que o livro é excessivamente crítico e, por vezes, ácido. Os presentes ao debate foram: Carlos Alberto Goulart (Presidente Executivo da Abimed); Henrique Sutton Neves (Diretor Geral do Hospital Albert Einstein); Francisco Balestrin (vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados) e Paulo Marcos Senra Souza (Diretor da Amil).

Para a autora, os culpados pelos problemas da saúde dos EUA são: governo, hospitais, operadoras e acadêmicos. Todos estariam preocupados com os próprios interesses financeiros, segundo publicação.

Por meio de um personagem central, que sofre de problemas renais e precisa de um transplante, a autora explicita as distorções do setor, apontando a ausência dos médicos nas discussões políticas, os diversos lobbys que impendem inovações, as financiadoras que só buscam o lucro, entre outros.

"Os EUA é o país que mais gasta em saúde. Cerca de US$ 2 trilhões por ano, o equivalente ao PIB da China. E mesmo assim é completamente desintegrado", disse Souza.

Outro aspecto abordado pela Regina refere-se aos hospitais. Na opinião da professora, as entidades deveriam ser especializadas e não generalistas. "Aqui no Brasil o que prevalece são os hospitais generalistas. Do ponto de vista prático, isso tem uma razão econômica de ser", afirmou Neves.

A tecnologia em nenhum momento da obra se faz central. No entanto, a autora reconhece sua importância para a inovação do segmento.

Para o presidente da Abimed, essa questão trazida para o Brasil enfrenta sérios problemas. "Para um novo produto entrar no mercado é preciso aguardar em uma fila de pelo menos dois anos, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa emitir o certificado de boas práticas. Depois disso, espera-se mais dez meses para obter o registro. Com isso, podemos ter um apagão tecnológico no longo prazo", enfatizou Goulart.

A segunda parte do livro apresenta algumas soluções para o sistema. Uma delas consiste na formação de uma agência reguladora que consolide todas as informações das instituições de saúde em prol dos clientes (pacientes).

O livro descreve uma verdadeira guerra, onde os players da cadeia são os vilões. "Os médicos estão de fora dessa guerra, pois, na visão da autora, saem perdendo em termos de remuneração. E os pacientes são uma espécie de civis em tempos de guerra", disse Balestrin.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Valor da Tempo Assist poderia chegar a R$ 1,4 bi

A Tempo Assist, empresa de capital aberto listada no Novo Mercado da Bovespa, confirmou ontem a contratação do banco UBS para "avaliação e prospecção de oportunidades de combinação de negócios, investimentos e desinvestimentos para seus diversos segmentos de negócios". Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela companhia, também o banco BTG Pactual foi contratado com o mesmo fim.

O Valor antecipou que a Tempo avalia colocar à venda até 100% de seu capital. Hoje, a GP Investments tem 21% da empresa, o Tarpon, 6,1%, e 40,6% estão nas mãos do mercado. Os fundadores têm 11% e os administradores, 12,7%. Uma das principais companhias do país na prestação de serviços de assistências especializadas, planos de saúde e odontológicos, home care, soluções em saúde e gerenciamento médico de riscos à saúde, a Tempo Assist tinha valor de mercado de R$ 820 milhões na quinta-feira.

Para Flávio Sznajder, da Bogari Capital, que administra um fundo que é acionista minoritário da Tempo Assist, o valor da empresa poderia chegar a R$ 1,4 bilhão para um investidor estratégico, por causa das sinergias possíveis e ganhos de escala. "A empresa tem um caixa de R$ 150 milhões e isso também teria de ser considerado", afirma.

Segundo ele, no entanto, um investidor estratégico jamais pagaria o valor real da Tempo. "Acho que no final uma venda não sairia por mais do que R$ 1,2 bilhão", acredita ele. Sznajder administra o fundo Bogari, de R$ 53 milhões, que investe em ações em bolsa mas com uma visão de "private equity" e que tem a Tempo como seu principal ativo.

A Bogari capital administra R$ 7 milhões em outros fundos. Segundo o Valor apurou, chegaram a avaliar a empresa a operadora de planos de saúde Amil; as seguradoras Bradesco Saúde, Mapfre e SulAmérica; a corretora de saúde Qualicorp, adquirida em julho pelo fundo americano Carlyle; além da gigante United Healthcare, empresa de saúde dos Estados Unidos que quer entrar no país.

Procuradas pela reportagem do Valor, Tempo, Amil, Bradesco Saúde e SulAmérica informaram que não comentam rumores de mercado. A Qualicorp negou que esteja participando da negociação. A United Healthcare e a Mapfre não retornaram.

Autor: 19/10/10

Referência: Valor On-Line


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Parecer Jurídico sobre regime de internação para cirurgias oftalmológicas de porte 4 ou superior

Aos Srs. Drs. Oftalmologistas


Considerando-se que as cirurgias oftalmológicas de porte 4 ou superior são realizadas com anestesia local sob sedação; requerem, quase sempre, dilatação da pupila pelo uso de medicamentos que podem acarretar taquicardia e, até mesmo, cardiopatia aguda; interferem sempre no reflexo óculo-cardíaco e são, na maior parte dos casos, realizadas em pacientes idosos, portadores de outras patologias associadas, não se pode delas afastar a natureza de procedimentos complexos.

Por essa razão, tem-se atualmente firmado o entendimento de que referidas intervenções cirúrgicas não podem ser realizadas em consultórios ou ambulatórios, posto que esses ambientes não dispõem de equipamentos para reverter possíveis complicações per-operatórias - não estando, de tal sorte, preparados para eventuais procedimentos de emergência - e que estão mais propensos a ocasionar, por falta de esterelidade adequada, a temida infecção intra-ocular .

Do ponto de vista técnico-formal, já se posicionaram sobre o tema o CBO - Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a SBO - Sociedade Brasileira de Oftalmologia e a FECOOESO - Federação das Cooperativas Estaduais de Serviços em Oftalmologia, além do CFM - Conselho Federal de Medicina e da AMB - Associação Médica Brasileira, todos no sentido de reconhecer que, sob a melhor técnica e à luz das boas práticas, as cirurgias oftálmicas de porte 4 ou superior precisam, necessariamente, ser realizadas em regime de internação.

Adotando tal prática, o médico estará não só a guardar absoluto respeito pela vida humana, atuando em benefício do paciente, como também a agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional, envidando todos os esforços na busca da redução de risco no tratamento de seus assistidos. Em outras palavras, o esculápio estará pautando sua conduta na ética e nos mais elementares princípios de segurança.

Sob o aspecto jurídico, tomando-se por linha de base que são os médicos responsáveis não apenas pela investigação e avaliação pré-operatórias dos pacientes candidatos à submissão cirúrgica, como também pela indicação da cirurgia em si e do ambiente em que esta deverá ser realizada, é de se registrar que qualquer conduta considerada discrepante à boa prática médica - incluída a condução de procedimento em local e regime não adequados - pode levar, além da aplicabilidade das rigorosas normas instituídas pelo Código de Ética Médica e às penalidades nele previstas, a sanções civis e, até mesmo, criminais.

À luz da legislação vigente, responsabilizam-se pelos danos experimentados pelos pacientes os médicos que, atentando contra o dever de cuidado e segurança, atuam com culpa, em qualquer que seja a sua modalidade.

A despeito da matéria, merecem destaque os artigos 951, do Código Civil Brasileiro, e o artigo 14, § 4º, do Código de Defesa do Consumidor. O primeiro, reforçando as ideias até aqui expostas, prevê a exigibilidade do pagamento de indenização “por quem, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho”, enquanto o segundo, sem deixar de destacar que, no que tange aos profissionais liberais, categoria em que se enquadram os médicos, é necessária a comprovação de conduta culposa (responsabilidade subjetiva), preconiza que “o fornecedor de serviços responde pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes sobre sua fruição e riscos”.

Por derradeiro, convém salientar, inobstante a responsabilidade médica, que serão igualmente responsabilizados, de acordo com as leis nacionais, independente da perquirição do supracitado elemento “culpa” (responsabilidade objetiva) as clínicas e instituições hospitalares - pelo dano originado de atuar falho de seu preposto - e os planos de saúde - por prejuízo que se tenha ocasionado por médico conveniado.

Nesse sentido, orienta-se aos médicos oftalmologistas que não deixem de observar a necessidade de realização de cirurgias de porte 4 ou superior em ambiente hospitalar, sob pena de virem a sofrer eventuais sanções judiciais e/ou administrativas, que podem ser estendidas aos nosocômios em que atuam como facultativos e às empresas de assistência à saúde com as quais mantêm convênio.

É o parecer.

A.COUTO & ADVOGADOS ASSOCIADOS

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Hospitais X Planos = Davi X Golias

Todos conhecem a história épica da luta de Davi contra o gigante filisteu Golias. Uma luta desigual, já que a Bíblia relata que Davi era muito menor do que Golias, que media “seis côvados e um palmo de altura (2 metros e 90 centímeros), enquanto o pequeno Davi pesava apenas “5 mil ciclos”, o equivalente a 57 quilos. Além dessa desigualdade no tamanho, também havia, entre Davi e Golias uma enorme desigualdade nas armas utlizadas: o gigante Golias carregava um grande escudo para proteção e uma lança, cuja ponta de ferro pesava 600 ciclos (6, kg) e provavelmente só a cota de malha usada por Golias já atingia peso do corpo Davi. Mesmo assim, Davi enfrentou Golias munido apenas de uma funda e algumas pedras.


Estas imagens são uma metáfora do relacionamento entre Hospitais e Operadoras de Planos de Saúde: uma guerra desigual na qual os hospitais representam Davi e as OPS, Golias. Enquanto o faturamento de uma grande seguradora está na casa dos bilhões de reais/ano, com filiais em todo Brasil e até no exterior, os hospitais acumulam prejuízos aos milhões. E quando analisamos o perfil dos laboratórios, clínicas e mesmo de alguns hospitais, esta desigualdade fica ainda mais evidente: esses prestadores de serviços de saúde são empresas com um faturamento de dezenas de milhares de vezes menor, com sede única, por vezes alugada, enfim uma estrutura condizente com sua capacidade.

Com estruturas enormes, as OPS seguem impondo as regras do mercado uma vez que a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar – órgão que tem como missão promover a defesa do interesse público na assistência à saúde suplementar, dando diretrizes de regulamentação às operadoras de planos de saúde e interagindo ainda nas relações com prestadores e consumidores, não cumpre satisfatoriamente o seu papel. Estabelecidos os dois representantes do processo de negociação, pergunta-se qual a capacidade de barganha que o prestador tem sobre a operadora?

Desarmados e desprotegidos, os prestadores de serviços de saúde enfrentam o desafio de buscar soluções para essa questão que vem provocando desequilíbrio nas relações comerciais e trazendo, principalmente insegurança para os usuários do sistema que, muitas vezes não conseguem atendimento na mesma medida em que pagam seus planos de saúde. Nas estatísticas de queixas dos Procons de todo o Brasil os Planos de Saúde são campeões, perdendo apenas para oeradoras de telefonia celular. Enquanto isso, os prestadores de serviços de saúde veem seus negócios colocados em risco pelas OPS, que, em sua maioria, não se pré-dispõem nem mesmo ao diálogo. Pois assim como na batalha entre Davi e Golias, os prestadores de serviços de saúde não buscam arrancar a cabeça do gigante como fez Davi. Queremos estabelecer um equilíbrio nessas relações em que possa prevalecer a equidade comercial, a justiça e, principalmente asseguar a qualidade de atendimento à saúde da população.

* Marcelo Britto é médico, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb) e da Federação Baiana de Saúde (Febase)

Pesquisa aponta operadoras que mais glosam no País

Amil, Sul América Saúde e Medial são consideradas por médicos as que mais interferem na autonomia médica

Cerca de 90% dos médicos paulistas declaram sofrer interferência dos planos de saúde, revela pesquisa do Datafolha, realizada a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM). Mais da metade (52%) afirma que isso ocorre em todos ou na maioria dos planos.

Quando pedidos para avaliar o grau dessa interferência, os médicos paulistanos dão nota 6,3, enquanto os da região metropolitana e do interior do estado consideram a intervenção ligeiramente menor (5,7).

Para cerca de três em cada 10 médicos, o tipo de interferência que mais afeta a autonomia médica é a glosa de procedimentos ou medidas terapêuticas. Um total de 79% dos entrevistados afirmam sofrer recusa de pagamento nesse sentido. Na sequencia, 77% reclamam de intromissão para restringir o número de exames ou procedimentos solicitados, enquanto 71% são pressionados em atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação de auditores e 71% dizem sofrer restrição em relação a doenças pré-existentes. Além disso, mais da metade dos médicos (56%) declaram ser pressionados para reduzir o tempo de internação.

Os três planos de saúde considerados pelos médicos os que mais glosam procedimentos e medidas terapêuticas foram Amil (14%), Sul América Saúde (13%) e Medial (12%). Ao mesmo tempo, 14% dos profissionais dizem que todos os seguros são iguais.

Já no quesito interferência em número de exames e procedimentos, os médicos paulistas consideram líderes a Amil (12%), Medial (11%), Intermédica (10%) e Sul América Saúde (8%).

No que diz respeito a atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação de auditores, Amil, Medial e Sul América Saúde estão empatados com 11%, na opinião dos profissionais entrevistados, enquanto 22% não vêem diferença entre as marcas.

Outras avaliações

O médico paulista atribui nota 4,7 para avaliar os planos de saúde, em geral. Considerando apenas aqueles com os quais os profissionais se relacionaram nos últimos cinco anos, a avaliação é de 5,1 numa escala de zero a 10.

Há um empate entre quatro marcas no ranking dos piores planos ou seguros de saúde do Brasil. Medial, Intermédica, Amil e Cassi - Banco do Brasil foram os mais votados, com cerca de 10% cada, informa a pesquisa.

Em relação à remuneração, Medial e Intermédica são percebidas como os planos que pagam o pior honorário médico, por 14% e 12% dos entrevistados, respectivamente.

Perfil dos Entrevistados

A pesquisa foi realizada entre junho e agosto de 2010. Foram ouvidos 403 médicos do estado de São Paulo, cadastrados ou conveniados a no mínimo três planos de saúde, atualmente ou nos últimos cinco anos.

Segundo o Datafolha, a maioria dos médicos que atende seguros de saúde no estado é do sexo masculino, com média de idade de 46 anos.

Outro Lado

O Saúde Business Web entrou em contato com as operadoras mais citadas pelos médicos, como Amil, Intermédica e Medial. As empresas se manifestaram por meio da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Leia a nota, na íntegra:

"Como gestoras dos recursos destinados à saúde privada, as operadoras consideram que o médico é soberano no diagnóstico e tratamento dos pacientes. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representante das operadoras, esclarece que suas afiliadas não fazem qualquer restrição ao acesso a serviços - como internações e exames - desde que estejam previstos nas coberturas contratuais dos planos e nas diretrizes determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No ano passado, por exemplo, foram autorizadas 62 milhões de consultas, 146 milhões de exames em todo o País. A observância de critérios é fundamental para garantir o bom funcionamento do sistema e a assistência efetiva aos beneficiários."

Já a Cassi - Banco do Brasil enviou o seguinte posicionamento:

Pesquisa Datafolha - Posicionamento da CASSI

"O resultado da pesquisa Datafolha surpreende a CASSI, que está entre as melhores operadoras do País, segundo avaliação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A pesquisa divulgada no segundo semestre de 2010 pela agência reguladora atribui à Caixa de Assistência a nota 0,78 (o máximo é 1,00), incluindo-a entre os 25% dos planos que obtiveram nota acima da média de 0,60, considerada adequada pela Agência. A CASSI está a 0,02 ponto do conjunto das 23 melhores operadoras do País.

Em sua pesquisa, a ANS considera todos os fatores que interferem na atuação dos planos de saúde. O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) da agência reguladora utiliza quatro critérios para atribuir notas: atenção à saúde, saúde econômico-financeiro; estrutura e operação e satisfação dos beneficiários.

A CASSI está entre os planos com melhor cobertura - tradicionalmente ofereceu serviços de saúde de ponta, que só recentemente a ANS tornou obrigatórios. Sua Política de Assistência Farmacêutica comprova a disposição da CASSI em oferecer ampla cobertura de benefícios. Mesmo sem ser exigência da agência reguladora, a Caixa de Assistência entrega medicamentos subsidiados na residência de seus participantes.

Com mais de 700 mil beneficiários, a CASSI é a maior operadora de saúde de autogestão brasileira. O índice de permanência dos beneficiários no plano beira 98%. O total de prestadores de serviço aumentou de 38 mil para 41 mil desde 2009.

Por dois anos consecutivos (2008 e 2009), a CASSI conquistou o Prêmio Top Hospitalar como a melhor operadora de autogestão do Brasil.

As glosas, item divulgado na pesquisa com o percentual mais alto de insatisfação por parte dos médicos, ocorrem com base em não-conformidades dos procedimentos definidos como padrão pela CASSI. A regulamentação da CASSI leva em conta procedimentos médicos consolidados pela Organização Mundial de Saúde, Associação Médica Brasileira e Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que visam resguardar a saúde dos pacientes.

A CASSI possui casos de participantes que tiveram autorização de procedimentos negada e que, após encaminhamento a outros profissionais, tiveram uma melhor solução para seu problema, confirmando a atuação correta da Empresa.

A Caixa de Assistência respeita as orientações e prescrições médicas dos profissionais de saúde credenciados. No entanto, não abdica do direito de manter equipe de médicos auditores para referendar os procedimentos médico-hospitalares mais complexos.

A afirmação de que seja um dos planos de saúde que mais dificulta a liberação de procedimentos não corresponde aos números. De 2008 para 2009, o total de liberações de consultas, exames, cirurgias, internações e remoções saltou de 24,1 milhões para 26,1 milhões, aumento de 8,5%, sendo que a população total de usuários no período manteve-se estável.

A CASSI desconhece os critérios que foram utilizados na pesquisa Datafolha e gostaria de ter acesso aos dados para que pudesse se posicionar pontualmente."

por Mariana Fontes

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Médicos reivindicam R$ 80 por consulta médica


24/09/2010

Médicos e operadoras de planos de saúde travam mais uma queda de braço. A Associação Paulista de Medicina (APM) divulgou ontem pesquisa, feita pelo Datafolha, mostrando os "piores" convênios médicos e suas interferências no dia a dia dos médicos. A APM pleiteia ainda um reajuste nos horários dos médicos.

As operadoras pagam, em média, entre R$ 25 e R$ 40 por consulta médica. A entidade reivindica um aumento para R$ 80. "Há uma defasagem de mais de dez anos nos valores das consultas", disse Jorge Curi, presidente da APM.

A pesquisa, feita com 403 médicos de São Paulo, mostra que as operadoras que pior remuneram são Medial e Intermédica. O levantamento mostra que os piores planos de saúde são Amil, Cassi, Intermédica e Medial, segundo critérios como má remuneração, pagamentos atrasados e interferência nas decisões do médico, entre outros.

A pesquisa também mostra que mais de 50% dos profissionais entrevistados reclamaram que há interferência no tempo de internação do paciente, no número de exames e procedimentos. Nesse quesito, foram citadas a Bradesco Saúde e SulAmérica, além das operadoras já mencionadas.

A Fenasaúde, entidade que representa 15 operadoras, informou por meio de nota, que o médico é soberano no diagnóstico e tratamento do paciente e que suas afiliadas não fazem qualquer restrição ao acesso a serviços médicos. A Cassi, plano de autogestão do Banco do Brasil, disse que está surpresa com o resultado porque a ANS atribuiu nota 0,78 (o máximo é 1,00) à Cassi.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

“Nem toda vitória é honesta. Nem todo sucesso é decente”

Filósofo e professor Mário Sérgio Cortella abre a oitava edição do Saúde Business Fórum falando sobre ética

Foi com esta e outras reflexões que o professor e filósofo da PUC-SP, Mário Sérgio Cortella, abriu o Saúde Business Fórum, na manhã desta quinta-feira (16). O encontro reúne mais de 120 lideres do setor de saúde entre 16 e 19 de setembro, na Praia do Forte, na Bahia.

Com o tema “Ética nos negócios como base para o desenvolvimento sustentável”, Cortella falou com maestria e convidou a plateia a uma serie de questionamentos sobre a vida e a postura ética de cada um. Logo no começo, o filósofo falou da missão dos executivos do setor: “É ganhar a vida cuidando de vidas”.

O filósofo falou do tema usando desde de citações bíblicas a exemplos de grandes personagens do Brasil e do mundo como Paulo Freire, Madre Tereza de Calcutá, Nelson Mandela e outros. Ele colocou a ética como questão na vida e no cotidiano das pessoas, não de maneira voltada à gestão ou a rotina corporativa, pois segundo ele, elas não se separam. "As pessoas não podem separar a ética dos papeis que exercem durante a vida: pai, filho, marido e empresário".

Sustentabilidade

Cortella falou sobre os pilares para um negócio ético, que deve ser comporto por competitividade, rentabilidade, produtividade e lucratividade alinhados com sustentabilidade. “ Uma empresa íntegra precisa ter sustentabilidade ética, porque do contrário, para quê?”, questionou.

E ao falar de sustentabilidade, se fala de futuro, ou seja, o que será deixado para as próximas gerações, ele se referiu ao esgotamento dos recursos naturais como um saque antecipado. “Nós estamos sacando o futuro por antecipação”

O filósofo lembrou que essa semana se completa dois anos de um dos estopins da crise econômica mundial, quando em 15 de setembro de 2008 ocorreu a quebra do banco Lehman Brothers. “Muita gente entrou em desespero, mas ela não é uma crise econômica, é uma crise ética. Não foi uma crise de crédito, foi de credibilidade”, disse se referindo às causas e aos momentos anteriores do episódio como, antes de tudo, um problema ético e norteado pela frase “Fazemos qualquer negócio”.

Em vários momentos, o professor pontuava: “Todos nós vamos morrer, nós vamos partir”, trazendo para a discussão a reflexão sobre a obra de cada um, colocando em xeque a verdadeira importância do sucesso e como será o futuro: “É melhor que nossas vitórias sejam honrosas, Nem toda vitória é honesta, nem todo sucesso é decente.”

por Maria Carolina Buriti

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Novos Valores para Bradesco Saude

O Bradesco Saúde disponibilizou no seu site a nova tabela praticada a partir de setembro de 2010 com os reajustes nos honorários médicos.
http://www.bradescosaude.com.br/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como fidelizar seu paciente?

De acordo com um estudo realizado pelo IBOPE entre junho e julho desse ano com profissionais, ex-pacientes e instituições de saúde apontou que 94% dos entrevistados consideram o atendimento ao paciente a maior prioridade das unidades de saúde. Segundo a pesquisa, o atendimento realizado nos hospitais pode fazer uma grande diferença na estratégia para fidelização dos clientes.

Além de conquistar o paciente, um atendimento bem realizado pode otimizar os processos de atendimento do hospital, gerando economia de tempo e reduzindo o transtorno causado ao paciente. No entanto, para que estes objetivos sejam alcançados, é necessário que a instituição de saúde estreite seu relacionamento com o paciente e tenha uma equipe de atendimento integrada e que se comunique de forma clara entre si e com o próprio cliente.

"Uma comunicação eficiente é a chave para conquistar o paciente", é o que diz o diretor do centro de treinamento da Morrison/Compass Group, Bruce Key. Segundo o executivo, escutar o paciente e entender suas necessidades é fundamental para a fidelização do cliente e também para a otimização dos processos nas unidades de saúde.

O executivo destaca que é preciso existir um ambiente favorável a esta prática dentro dos hospitais. "Precisamos criar um ambiente onde os profissionais possam dizer sim aos pacientes e atender suas necessidades", completa Key.

De acordo com o executivo, questões como "o que podemos fazer por você?", "qual opção você prefere" e "eu não sei, mas vou descobrir e volto para informá-lo", fazem com que o cliente internado se sinta seguro, bem atendido e confortável. "Não basta ter o melhor tratamento médico se o paciente não tiver a atenção necessária. Quanto melhor ele se sentir mais rápido será sua recuperação. Neste processo todos saem ganhando, paciente, que está curado, e hospital, que fidelizou um cliente e otimizou seus processos de atendimento", acrescenta key.

Outro ponto levantado por Key e considerado fundamental para as instituições é a apresentação de um cardápio variado, nutritivo e, de preferência, que atenda às necessidades nutricionais do enfermo. "Enquanto internado o paciente não tem muitas escolhas a fazer, por isso é importante que em alguns momentos ele possa se sentir no controle da situação e possa tomar determinadas decisões, uma dela pode ser sobe o que ele quer comer" completa.

O estudo realizado pelo IBOPE apontou ainda que ‘saudabilidade", prazer, sabor caseiro, boa apresentação e variedade são algumas das expectativas do paciente em relação às refeições oferecidas pelas instituições.

O executivo apresentou uma lista de dez frases que podem ser ditas por enfermeiros e atendentes para fazer com que o paciente se sinta mais seguro e confortável e também para melhorar os processos de atendimento do hospital.

1. "Sim" - nunca diga não, o hospital existe para buscar soluções para o paciente.

2. "Obrigado" - Esta é a palavra básica para qualquer prestador de serviço

3. "Eu me importo com você" - deixe claro para o paciente que você realmente se importa com o paciente e fará o possível para que sua estada no hospital seja a mais agradável possível.

4. "O que você achou?" - receber criticas e elogios são fundamentais para aprimorar os serviços prestados pela instituição.

5. "Como posso servi-lo? " - Dê o poder de escolha ao paciente.

6. "Qual sua opção?" - Pacientes adoram ter escolhas para fazer.

7. "O que mais posso fazer por você" - Sempre há algo que o paciente que mesmo que ele não expresse isso.

8. "Eu não sei, mas vou descobrir" - Não é bom para o paciente ter que procurar respostas, esse é o trabalho do hospital

9. "Obrigado por escolher o nosso hospital" - É o paciente que escolhe o hospital onde será tratado

10. "Peço desculpas por nosso erro. Deixe-me fazer isso direito" - Escute pacientemente as queixas e não tenha medo de pedir desculpas.

por Guilherme Batimarchi

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

OAB SALUS encerra suas atividades em 31/08/2010

Salvador, 2 de agosto de 2010

Prezado(a) Associado(a),

Levamos a você as seguintes informações sobre o nosso Plano de Saúde OAB-SALUS e as providências aviadas, tendo como objetivo primeiro a preservação dos seus direitos e o atendimento ao associado.

Quando de sua criação, o Plano de Saúde OAB-SALUS, através de autogestão, teve inegavelmente um impacto positivo, contribuindo para aumentar a autoestima dos advogados, com atendimento diferenciado e preferencial.

Ao longo dos anos, novas demandas e exigências surgiram para os planos de saúde, cuja operacionalização tomou-se mais complexa, principalmente com a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e com a vigência da Lei nº 9.656/1998. Tal fato acarretou, até mesmo, dificuldades para planos tradicionais e com maior vigor financeiro do que o OAB-SALUS.

Isso levou a uma deterioração dos serviços do nosso plano de saúde e à multiplicação das reclamações dos usuários, culminando com a drástica redução do número de associados, de quase 6.000, no ano de 2007, para os atuais 2.769.

Além disso, houve um envelhecimento natural do OAB-SALUS, em razão do inexorável passar do tempo, e um fator circunstancial, com a migração dos associados mais jovens para outros planos, admitidos por valores bem em conta, em face da preferência dispensada a este segmento.

Estes fatores levaram nosso plano de saúde às atuais dificuldades financeiras (dívida superior a 6 milhões de reais), com o aumento do endividamento com os nossos credenciados e com reflexos no atendimento dispensado aos associados.

Considerando esta situação deficitária que atingiu todos os planos de saúde de autogestão administrados pelas Caixas de Assistência dos Advogados, o Conselho Federal da OAB expediu orientação para a imediata profissionalização deles, o que, necessariamente, passa pela contratação de Administradora de Benefícios especializada.

Finalmente, acrescentem-se aos fatores acima as imposições da Lei nº 9.656/1998, a exemplo da exigência do Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Planos de Saúde (DIOPS) e do atendimento ao seu artigo 34, que exige como requisito essencial para a manutenção do registro de operadora de plano de saúde o objetivo exclusivo de prestação de serviços à saúde.

Essas dificuldades, principalmente o não atendimento às exigências legais, justificadoras de possível nova intervenção da ANS, com a liquidação da carteira do nosso plano de saúde OAB-SALUS, conforme aconteceu com a edição da Resolução Operacional e da Portaria n° 2.097, publicadas no DOU de 19/04/2007, cujos efeitos foram suspensos por liminar concedida em ação judicial (já revogada), poderiam ocasionar maiores danos para os associados, como o cumprimento de novas carências e a aplicação de cobertura parcial temporária (CPT) em caso de doença e/ou lesão preexistentes, na hipótese da contratação de outro plano de saúde.

Diante deste quadro e buscando, primordialmente, o melhor para os associados, a CAAB firmou convênio com a Qualicorp Administradora de Benefícios para a contratação de planos de saúde para os advogados e estagiários baianos inscritos na OAB-BA, oferecendo duas opções de atendimento: com a Promédica e com a SulAmérica, mediante os preços e modalidades constantes das tabelas anexas.

Ainda mais importante é o fato de que todos os atuais associados do OAB-SALUS que exercerem suas opções de escolha, contratando um desses dois planos até o dia 31 de agosto de 2010, não terão descontinuidade no seu atendimento, mantendo todas as atuais coberturas e passando a utilizar o novo plano a partir de 1° de setembro de 2010. Além disso, esses associados terão acatadas todas as carências por eles já cumpridas, inclusive para parto e doenças e lesões preexistentes.

Para o exercício do direito ao acatamento das carências já cumpridas e para cobertura dos partos, doenças e lesões preexistentes, é indispensável que a opção seja feita até o dia 31 de agosto de 2010, por força do contrato firmado.

Esta condição especial é o resultado das negociações realizadas e que buscaram ser as mais favoráveis possíveis para o associado, evitando a perda das carências e da cobertura parcial temporária (CPT) já cumpridas.

A CAAB manterá um serviço de atendimento e orientação ao associado, mesmo depois da adesão aos novos planos, como forma de manter personalizado e diferenciado o atendimento aos advogados, estagiários e seus dependentes, tanto àqueles que optarem pela Promédica quanto pela SulAmérica.

Para fazer a opção, o associado deverá se dirigir à sede da CAAB, na Rua Conselheiro Almeida Couto, nº 656, Largo de Nazaré, ou ao Edifício João Mangabeira (Edifício Garagem, ao lado do Fórum Rui Barbosa), na Rua do Carro, nº 136, Campo da Pólvora, no horário das 9h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira, ou contatar a CAAB, pelos telefones (71) 3327-8777 ou pelo e-mail saude@caab.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Se preferir, o associado pode contatar a Qualicorp, pelo telefone (71) 3617-3006.

Indispensável salientar que a cobertura do Plano de Saúde OABSALUS termina no dia 31 de agosto de 2010.

Agradecemos sua confiança e esperamos continuar atendendo nossos associados com maior presteza, eficiência e qualidade, proporcionando prevenção e saúde a todos os advogados e estagiários inscritos na OAB-BA, assim como aos seus dependentes.

fonte: caab.org,br

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO

Quem já não viu, ao entrar em algum estabelecimento comercial, um cartaz, com o símbolo de um rostinho, amarelinho, redondinho, sorridente, com os dizeres: "SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO"
Mas normalmente o funcionário que vem lhe atender não lhe ofereceu o mesmo sorriso do cartaz. Talvez tenha lhe obsequiado com um "pois não, posso ajudá-lo ?" ou um "o que que ERA prá ti ?". E dessa maneira fui atendido em um estabelecimento comercial, primeiro o vendedor mal me cumprimentou, e logo depois da compra a caixa nem sequer olhou para mim e continuou fazendo os cálculos dela. Só depois de terminado a sua somatória e conferência em não sei quais documentos é que pude ser atendido.
Muitos lojistas afirmam que treinar custa caro. Eu pergunto: e sorrir, quanto custa ? A gente aprende a sorrir antes mesmo de aprender a falar e a caminhar, mas muitas pessoas, depois que ficam adultas, esquecem.
Uma boa solução seria colocar um cartaz nas lojas, mas voltado para o lado interno, à vista de atendentes e vendedores, com os seguintes dizeres: SORRIA, O CLIENTE CHEGOU!
Porque, na realidade, quem está sempre sendo "filmado" pelos olhos e pela mente do consumidor é o atendente, é o vendedor, é o caixa, é o empacotador, é a secretária, é a recepcionista, é o garçom, o porteiro, o segurança, é o gerente. O cliente comprar ou virar as costas, retornar ao estabelecimento ou nunca mais aparecer, recomendar a loja ou sair falando mal, depende totalmente da imagem do atendimento que ficar marcada em sua lembrança.
Com as facilidades da tecnologia, hoje, o consumidor pode comprar qualquer coisa, em qualquer lugar, sem sair de sua casa, utilizando o telefone ou a Internet. Então, com todas essas facilidades, se ele decide se deslocar até um estabelecimento comercial, quer fazer desse momento um evento; na realidade, o que ele quer é carinho, atenção, respeito, consideração.
No mais das vezes, comprar é um ato de prazer. Uma roupa nova, um carro, um eletrodoméstico, um presente para a namorada, uma bola para o filho. Quantas e quantas vezes saímos de casa decididos e motivados a realizar uma compra, e somos literalmente "convidados" a não comprar por atitudes inconvenientes dos atendentes ?
Então, amigo que lida com o público, lembre-se: VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO PELOS OLHOS DO CONSUMIDOR, portanto, SORRIA ! Não precisa treino, não custa nada, faz bem para a saúde e DISPARA SUAS VENDAS.
Fonte - Super Interessante

terça-feira, 27 de julho de 2010

Como será o hospital do futuro?

Thaia Duó


Arquitetos e engenheiros se reúnem na IT Mídia para debater o tema, que será abordado na próxima edição da Fornecedores Hospitalares

Renomados arquitetos estão reunidos na IT Mídia para debater sobre o Hospital do Futuro e trocar experiências sobre os temas: flexibilidade; "acomodação" da tecnologia médica; os diferentes impactos da longevidade; entidades consumidoras; desospitalização; gestão; gestão pública compartilhada e do investimento; entre outros.

"O hospital do futuro passa por uma capacidade de gestão dos seus administradores, assim como a capacidade de se gerir os recursos públicos. Se fala muito da flexibilidade, dos custos, da dinâmica de atualização, mas essa flexibilização tem um custo relativo e o investimento é proporcional à medida que se trabalha num determinado projeto", afirma Cláudio Bousquet Muylaert, da MBM Engenharia.

Na visão de Célia Schain, da Duarte Schain Arquitetura, é raro criar um edifício hospitalar novo sem nenhum agregado existente, a partir disso vem a indagação: o que será sustentável?

A resposta vai depender das demandas do mercado, segundo João Carlos Bross, da Bross Arquitetura e Construção.

"Precisamos entender que um dos nossos clientes, que é o paciente, está muito mais interado por meio da Internet e tem uma exigência da hospitalidade, de ser bem recebido e de ter o conhecimento do processo de cura do diagnóstico em mãos", rebate Célia.

Entende-se que haverá uma hierarquizaçào e satelização dos serviços e que o espaço hospitalar deverá atender os fluxos dos processos internos.

"A minha certeza é de que vamos ter equipamentos interligados por meio da TImonitorizando os consumidores por níveis hierárquicos. Não teremos hospitais de grande porte em termos de leitos, as coisas serão mais simples", ressalta. "É uma questão de saúde, que é mais importante que tratar a doença", finaliza Rafael Tozo, da ACR Arquitetura.

Tempo quer vender planos de saúde nas agências da Caixa

por Saúde Business Web


A Caixa Seguros e a Tempo Assist, dona da Gama Saúde e da seguradora de saúde do Unibanco, adquirida em setembro do ano passado, estão em negociações para vender planos de saúde nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF).

A ideia seria criar um terceiro plano de saúde para ser comercializado no balcão das agências da Caixa para os clientes do banco, segundo o Valor Econômico.

De acordo com a negociação, a Tempo seria a responsável pela administração desses novos planos de saúde. Ainda de acordo com o Valor, a Par Saúde, antiga Fenae, será a corretora responsável pela comercialização do novo plano de saúde a ser vendido nas agências da Caixa.

No primeiro trimestre, a Tempo registrou receita líquida de R$ 203 milhões e lucro de R$ 3,4 milhões.

Defasagem nos honorários médicos causa polêmica

por Saúde Business Web
Os baixos valores dos honorários médicos pagos pelas operadoras de planos de saúde vêm causando polêmica e provocando debates entre os representantes da categoria médica de todo o país. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, nos últimos 11 anos, as operadoras de saúde elevaram em 136,65% os valores das mensalidades para os usuários enquanto os médicos receberam, em média, somente 60% de reajuste nos honorários. No mesmo período, a inflação acumulada foi de 105%.

O CFM informa ainda que o problema já levou, inclusive, profissionais a se mobilizarem no sentido de pedir até mesmo o descredenciamento em massa dos planos e seguros de saúde em estados como São Paulo, Acre, Alagoas, Rondônia e o Distrito Federal.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Planos de saúde querem mudar pagamento dos médicos

A Agência Nacional de Saúde Complementar coordena um grupo de estudos sobre o assunto que reúne operadora e hospitais. Planos de saúde pretendem adotar uma nova forma de remuneração de médicos e hospitais: o pagamento por desempenho. A Agência Nacional de Saúde Complementar coordena um grupo de estudos sobre o assunto que reúne operadora e hospitais. A proposta é que bons médicos e hospitais tenham uma remuneração extra, que poderá vir por meio de bônus. Ainda não estão definidos quais os indicadores para esse pagamento.

Para os médicos, as operações visam apenas reduzir custos e estão querendo reeditar a consulta bonificada, iniciativa adotada por alguns planos de saúde que premia profissionais que cumprem metas, entre elas, a redução dos pedidos de exames. Hoje as operadoras pagam os médicos por procedimentos (como uma consulta), e os hospitais, por pacotes (por exemplo, todos os procedimentos envolvidos em uma cirurgia).

Fonte: Infonet

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saúde suplementar: Posicionamento de entidades

A definição sobre o posicionamento das entidades médicas nacionais perante os principais desafios na relação entre os profissionais da Medicina e as operadoras de planos de saúde. Este foi o tema de reunião ampliada realizada na sexta-feira (9). Participaram do encontro, em Brasília, representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que discutiram o assunto juntamente com os integrantes da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu) e da Comissão Nacional de Consolidação e Defesa da CBHPM.

O grupo analisou os principais avanços ocorridos na área nos últimos meses e definiu as metas a serem atingidas. Foram 15 deliberações envolvendo principalmente a relação com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a mobilização política pela aprovação de projetos de interesse da Medicina, a união das entidades médicas e negociações com as operadoras.

Os participantes destacaram o cenário atual, no qual a ANS autorizou, nos últimos 10 anos, reajuste de 131% aos planos de saúde. No mesmo período, o reajuste oferecido aos médicos foi de 60% para as consultas ou ainda menos para outros procedimentos.

Os participantes frisaram que a ANS não vem cumprindo seu papel previsto na Lei 9.961/ 2000, deixando de regular a relação das operadoras com os prestadores. Essa omissão tem deixado os médicos desamparados no que diz respeito a reajustes de honorários. Outra crítica é relativa ao não cumprimento da Resolução Normativa 71/2004, da ANS, especificamente no que se refere à determinação de critérios para recomposições, contendo forma e periodicidade.

Nesse sentido, a luta por critérios para reajuste anual dos que prestam serviços às operadoras de planos de saúde foi apontado item prioritário. Outro tema de destaque foi a posição crítica das entidades com relação ao chamado pagamento por desempenho (ou performance), caso implique apenas na redução de custos das operadoras, premiando médicos que cumprem metas como a diminuição dos pedidos de exames, por exemplo.

O presidente do CFM, Roberto Luiz d'Avila, frisou que, a atuação das empresas não pode impor regras que comprometam a ética médica ou a boa prática da medicina. "Continuo defendendo que a lógica das operadoras difere da lógica da ética médica. Os cânones econômicos nem sempre correspondem aos cânones éticos", disse.

A Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), sob coordenação do 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, busca aglutinar todos os segmentos para construir uma estratégia nacional de mobilização baseada nas experiências das diversas entidades. Foram ouvidos mais de 30 representantes de conselhos regionais (como Rio de Janeiro e Bahia), representantes de especialidades (dermatologia, patologia, ginecologia e obstetrícia, radiologia e diagnóstico por imagem, cirurgia torácica, pediatria, otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial, endoscopia digestiva, e oftalmologia), sindical (Campinas) e associações médicas (paranaense, paulista e espírito-santense).

Fonte: CFM

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Miopia: Planos limitam redução de grau

Quem contrata plano de saúde pensando na cirurgia para deixar de lado os óculos deve tomar bastante cuidado. De acordo com o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apenas operações feitas em pessoas que têm mais de cinco graus de miopia são cobertas pelo convênio. Mas a questão parece não estar clara nem para os beneficiários e nem para as clínicas que oferecem o serviço.
A clínica onde a relações públicas Renata Bayarri passou por uma consulta garantiu que seu convênio cobriria a cirurgia corretora de miopia, mas, para isso, ela teria de arcar com os custos de um exame que não estava incluso no seu plano. “Depois de ter feito o exame, que me custou R$ 200, me avisaram que o plano só cobria cirurgia em pessoas com mais de cinco graus de miopia.” Como ela tem 4,75 graus, não fez a cirurgia.

De acordo com o rol, desde 2008 os convênios são obrigados a cobrir cirurgia em pacientes com mais de cinco e menos de dez graus de miopia. O gerente de cobertura assistencial da ANS, Jorge Carvalho, explica que pessoas com grau menor têm menos benefícios com a operação.

“Na medida em que o grau das lentes dos óculos ultrapassa cinco, a grossura da lente causa uma distorção nas imagens. Nesse sentido, a cirurgia refrativa é mais necessária”, afirma Carvalho. O limite superior de dez graus existe, segundo ele, porque a cirurgia se torna insegura.

Segundo o chefe do serviço de córnea do Hospital Cema, quanto maior for o grau dos óculos, mais aberrações serão encontradas na lente, mas é difícil falar de números exatos. “As limitações mudam de acordo com o paciente. Tem gente que vive bem sem óculos com oito graus, outros são dependentes com apenas dois graus.”

Para a ANS, é necessário estabelecer esse limite. “Se a agência abrir a cirurgia para quem quiser, isso trará um custo que será divididos por todos os beneficiários. O senhor que precisa fazer uma cirurgia no coração também vai ter de pagar por uma cirurgia de redução de grau, que pode ser estética”, argumenta Carvalho.

Em relação às diretrizes do rol, não há limite inferior para a operação de hipermetropia, apenas o superior a seis graus, por razões de segurança. A operação de astigmatismo é feita se o paciente apresentar até quatro graus, pois os resultados são insatisfatórios quando o grau é maior.

Josué Rios, advogado especialista em defesa do consumidor e consultor do JT, diz que as normas da ANS não são obstáculo para o consumidor. “Se o médico provar que a cirurgia é necessária para a saúde do paciente, este pode conseguir seu direito na Justiça.”


Fonte: Ligia Tuon - Jornal da Tarde

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Dia Mundial da Saúde Ocular

Dia 10/07 é o dia Mundial da Saúde Ocular. Cuide da sua saúde visual, faça acompanhamentos no mínimo anuais. Visite o site www.oftalmoclin.com.br

Plano quer remunerar médico por desempenho

Planos de saúde pretendem adotar uma nova forma de remuneração de médicos e hospitais: o pagamento por desempenho (performance). A ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) coordena um grupo de estudos sobre o assunto. A proposta é que bons médicos e hospitais tenham uma remuneração extra, que poderá vir por meio de bônus. Ainda não estão definidos quais os indicadores para esse pagamento.

Para os médicos, as operadoras visam reduzir custos e estão querendo reeditar a consulta bonificada, iniciativa adotada por planos de saúde que premia profissionais que cumprem metas, entre elas a redução dos pedidos de exames.
Fonte - Folha de São Paulo

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Setor de Saúde tem alta carga tributária

Um terço do valor pago pela população brasileira por qualquer produto ou serviço ligado à saúde é composto por impostos, taxas e contribuições. A constatação da tributação excessiva incidente sobre o setor de saúde é resultado de um estudo realizado pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O levantamento concluiu que 30 a 32% do valor dos materiais na área de saúde correspondem a impostos.


Esta situação foi discutida em um evento promovido pela Frente Parlamentar da Saúde, na Câmara dos Deputados, em no mês de abril. “É motivo de indignação constatar que a saúde, direito fundamental do cidadão, é mais tributada do que o setor financeiro, entre outras distorções”, argumenta a diretora de Defesa Profissional da Associação Bahiana de Medicina (ABM), Fabíola Mansur de Carvalho, que esteve presente no evento.


A alta carga tributária somada ao não reajuste de honorários médicos e serviços hospitalares colabora para o preocupante endividamento do setor, com encarecimento de remédios e planos de saúde. “Não é possível que remédios humanos sejam mais tributados do que produtos veterinários, conforme divulgado no estudo em questão”, ela critica.

O preço de viver mais

Com os avanços da medicina e o envelhecimento da população, o custo da saúde sobe acima da inflação

Arcar com os custos crescentes da saúde é um dos grandes desafios das sociedades desenvolvidas. O ritmo de expansão dos gastos com prevenção e tratamentos é maior que o da economia, e os preços dos serviços médicos avançam mais rápido do que a inflação.

Evidente há anos em países ricos, esse quadro começa a ficar exposto no Brasil. O custo médio de uma internação, para um plano de saúde, é da ordem de 6 100 reais. Há cinco anos, um atendimento similar ficava em torno de 4 000 reais.

Tratamentos tão diversos como artroscopia (cirurgia nas articulações), extração da vesícula e diagnósticos por imagem encareceram, nos últimos cinco anos, num ritmo que chega a ser o dobro do da inflação.

Nos Estados Unidos, essa escalada é observada há três décadas. No Brasil ainda existem poucas estatísticas a respeito. Um esforço nesse sentido partiu do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), órgão criado por grandes operadoras do setor.

Desde 2007, a instituição analisa os custos dos serviços utilizados pelos 43 milhões de brasileiros que possuem seguro médico. Nos últimos três anos, essas despesas acumulam alta de 33,4%, para uma inflação de 15,4%. Apenas em 2009, houve alta de 12%,0 triplo da inflação geral medida pelo IPCA.

A primeira explicação para essa alta, dizem os especialistas, está na incorporação de novas tecnologias. Os avanços trouxeram exatidão a diagnósticos, criaram medicamentos mais eficientes e deram sobrevida a pacientes que até pouco tempo atrás estariam condenados.

Mas, ao contrário do que acontece em outros setores da economia, nos quais a tecnologia reduz custos, na medicina os novos tratamentos, além de ser mais caros, somam-se aos já existentes, em vez de substituí-los. É o caso do PET/CT, um dos exames mais precisos em diagnóstico por imagem lançados nos últimos anos, que associa a tomografia por emissão de pósitrons à tomografia computadorizada.

O procedimento custa ao redor de 5 000 reais. Ainda assim, seu uso não aposentou exames como a ressonância magnética e a própria tomografia computadorizada. A segunda explicação para o encarecimento da saúde advém de uma notícia positiva, a longevidade - reflexo, em boa medida, do próprio avanço na medicina. Há duas décadas, sete em cada 100 brasileiros tinham idade superior a 60 anos.

Agora, são dez em 100. Isso é sinônimo de melhoria nos padrões de vida. Mas na velhice os gastos médicos disparam. Os idosos agendam quase o dobro de consultas e sofrem três vezes mais internações do que pessoas entre 19 e 23 anos. "Hoje, aqueles que têm de 20 a 30 anos arcam com parte das despesas relativas aos idosos.

Os mais velhos pagam menos pelo plano de saúde do que de fato custam para as operadoras", afirma José Cechin, superintendente executivo do Iess e ex-ministro da Previdência.

Os brasileiros devem se preparar para gastar mais com saúde. Essa é a tendência. Segundo a recém-divulgada Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (POF), medicamentos e serviços médicos representaram 7,2% das despesas totais das famílias no ano passado, diante de um porcentual de 6,5% verificado seis anos antes. Ainda que a pressão pelo aumento das despesas seja incontornável há um consenso em torno da necessidade de aperfeiçoar a gestão e, assim, fazer mais com os mesmos reais.

O primeiro passo deve ser a contenção de desperdício. "É preciso administrar melhor o atendimento médico", diz Carlos Alberto Suslik, coordenador do MBA executivo em gestão da saúde do lnsper. "Gasta-se muito com procedimentos questionáveis. É natural que o paciente só queira o mais avançado, mas nem sempre isso é o mais adequado para a sua doença."

Apesar de pagarem caro pelos seus planos, os segurados não deveriam correr ao pronto-socorro e fazer uma bateria de exames ao primeiro sinal de cólica. A utilização excessiva dos serviços torna o sistema caro para todos. Médicos e hospitais deveriam ser mais criteriosos antes de agendar procedimentos nem sempre necessários. Quanto às operadoras, elas precisam aprender a controlar os custos sem comprometer o atendimento que prestam. No futuro próximo, a qualidade do serviço médico dependerá do equilíbrio entre esses interesses com frequência conflitantes.

A vida depois dos 100 Atualmente, apenas uma em cada 6 000 pessoas chega aos 100 anos de idade. A ciência, contudo, tem dado passos decisivos para compreender o fenômeno da "longevidade excepcional". Um artigo publicado na versão on-line da revista Science, na última quinta-feira, representa um grande avanço na identificação dos mecanismos genéticos que ajudam certas pessoas a atingir essa idade avançada.

Liderados pelo geriatra Thomas Perls, pesquisadores da Universidade de Boston compararam os genes de 1 055 centenários com os de um grupo de 1 267 pessoas mais jovens. A equipe de Perls observou 150 variações genéticas comuns aos centenários - e muito pouco frequentes entre os demais. É a primeira vez que se identifica um grupo tão grande de características genéticas associadas a idade provecta.

A partir da descoberta, os pesquisadores desenvolveram um modelo estatístico inédito que permitiu predizer, com 77% de acurácia, a probabilidade de alguém ultrapassar a marca dos 100 anos.

A importância do estudo vai além de prever o tempo de vida sob o ponto de vista genético. "O grande impacto da descoberta está em contribuir para o melhor entendimento dos mecanismos associados à deflagração, ou não, das doenças típicas do envelhecimento", explica o geneticista Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica.

O trabalho identificou, tanto nos voluntários mais novos quanto nos mais velhos, um número semelhante de combinações genéticas que predispõem as doenças ligadas à idade - diabetes, hipertensão e Alzheimer, por exemplo. Intui-se, portanto, que os 150 marcadores genéticos comuns aos centenários ajudam a protegê-los contra essas doenças - ou ao menos a postergar o aparecimento delas.

Apesar da comprovação do importante papel dos genes no processo da longevidade excepcional, os pesquisadores da Universidade de Boston são os primeiros a alertar para a influência do estilo de vida na conquista dos anos a mais. Segundo uma das autoras do estudo, a professora de bioestatística Paola Sebastiani, a maioria dos centenários envolvidos no trabalho mantinha rotinas saudáveis.

Eles eram adeptos de uma dieta balanceada e não fumavam. "Em qualquer situação e idade, é sempre preciso ajudar a genética", conclui o geriatra Wilson Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Fonte ABRAMGE